Filmes · Resenha

Um reencontro inesquecível.

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Parece bobeira, mas definitivamente existe certo ponto em nossas vidas onde automaticamente tudo muda, não sei dizer se isso acontece de fato na transição da adolescência para a vida adulta, mas existe um momento específico onde a palavra nostalgia ganha mais significado e onde a palavra passado realmente define algo muito distante. Olhar para alguns momentos e ver que 10…15 ou 20 anos te separa daquela sensação é algo um tanto quanto assustador.

Quando vi o trailer de Christopher Robin me emocionei, não apenas por ver personagens conhecidos mas pelo o que vinha acompanhado daquela situação. Me lembrei da antiga locadora do bairro, me lembrei das pessoas que costuma ver naquele comércio, me lembrei da sensação de ter uma fita VHS nas mãos, me lembrei da época onde meus pais eram casados, me lembrei da surpresa ao chegar em casa e ver que alguém alugou um filme novo, enfim, me lembrei de muitas coisas e muitos sentimentos que em segundos fizeram meu cérebro voltar ao passado com um clima acolhedor, não era apenas um desenho, era a minha vida, a minha infância. Mas em seguida, infelizmente, o objetivo desse solavanco de emoções era enfatizar que aquilo tudo não existe mais, sejam objetos, pessoas ou lugares, nada é ou está como antes.

Ver Pooh e todos os integrantes daquele grupo de volta é algo espetacular, o tom realista ali aplicado junto a ótima idéia de mostrar os personagens em materiais envelhecidos foram o ponto chave pra realmente colocar meu coração na mão e as lágrimas em evidência. Mais uma vez concedeu ao meu coração uma mistura de alegria e pesar. Estava feliz por ver e ouvir antigos amigos em uma aventura inédita, mas ao mesmo tempo triste por perceber como o tempo havia passado. Após assistir o filme de forma completa vejo como ele beira muito mais para um drama de que uma aventura de fato. O longa em live action de Christopher Robin aborda momentos e decisões difíceis, mostra o reflexo de uma vida adulta e de suas batalhas, mostra que as rugas de nossa face não contém apenas a presença do tempo, mas sim algo que apesar de único é experimentado por todos a todo momento, nossa vivência perante o mundo e seus obstáculos. Confesso que em certos pontos a ansiedade e uma breve auto-análise tomou conta daquilo tudo e isso não foi muito legal. É difícil perceber o desenrolar do passado e não conseguir alterar nenhum segundo dele, é ainda mais complicado olhar para o futuro e caminhar sem ter certeza se as decisões desse momento serão os acertos ou arrependimentos do amanhã.

Nesse capítulo Christopher está passando por um dilema, já adulto se vê em uma posição onde deve salvar os negócios da empresa mantendo o compromisso com seus funcionários e ao mesmo tempo arranjar espaço para a família. Se tudo for levado de forma nua e crua, é mais do que claro que a família está em primeiro lugar, mas logo em seguida vem a contraparte, o que será da estabilidade da família se não houver mais emprego? É entre a cruz e a espada que o filme tenta resgatar o verdadeiro eu, é neste precioso momento que os velhos companheiros aparecem para ajudar da forma mais atrapalhada possível. A base desse roteiro é boa para um filme de aventura mas não sei muito bem dizer se foi de propósito ou não, mas certas cenas do filme são criadas para realmente te deixar triste. É difícil manter a rigidez quando vemos os personagens aflitos e sozinhos onde antes havia alegria e felicidade. Em uma das cenas, Pooh vê que nenhum de seus companheiros está presente, literalmente ninguém está por perto, apesar de obviamente ser uma obra de ficção, ver aquele personagem sozinho procurando por alguém para entender o que aconteceu é realmente algo para cortar seu coração, rapidamente faz referência aos inúmeros momentos da vida onde você se vê sozinho e a única coisa que deseja é uma mão amiga estendida para acolher suas inseguranças.

Vi algumas pessoas criticando duramente o filme por não ser o que deveria ter sido e de fato ele não foi o que eu esperava, mas no fundo posso dizer que ele foi além. Pode não ter sido a intenção do longa, mas de surpresa colocou na mesa o questionamento de sobre quem você é de verdade, mostrou que uma boa parte dos sonhos foram e serão perdidos, mostrou que o peso das responsabilidades mundanas se faz cada vez mais evidente culminando exclusivamente na dura e cruel verdade sobre a rotina de uma vida adulta. Apesar de não ser quase nada do que eu esperava, Christopher Robin é um filme muito bom, se mostra como um verdadeiro mar de emoções, muitas vezes te jogando no mais profundo vazio para depois te dar um breve descanso ao tirar um sozinho de seu rosto através de uma piada ou diálogo bobo.

É realmente difícil lidar com inúmeros questionamentos que surgem entre a cruz e a espada, mas uma coisa ficou e deve ficar sempre clara, desistir dos seus princípios nunca foi ou será uma opção válida.

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Filmes · Resenha

Aileen – Vítima de uma sociedade deturpada ou Serial Killer?

O nome Aileen Carol Pittman provavelmente é desconhecido para nós Brasileiros, talvez a maioria se lembre de seu rosto e por sua vez a incrível atuação executada por Charlize Theron no excelente filme Monster lançado em 2003.

Nesse período de transição entre o final dos anos 90 e os primeiros anos da era 2000 minha vida estava muito voltada para o cinema, eu tinha como padrão ir todas as semanas assistir um filme, seja ele do meu conhecimento ou não. Essas idas e vindas no cinema faziam parte de um passeio com a namorada ou até mesmo parte de uma saída programada devido separação de meus pais onde o fim de semana tinha como base o sistema Pai e Filho. Monster chegou nos nossos cinemas em 2004, assim como o nome e trailer mostravam, tínhamos aqui uma história crua e muito bizarra. Os eventos vividos por Aileen e por sua vez replicados no longa pareciam surreais demais, naquela época cheguei a desconfiar que algumas coisas haviam sido aumentadas para dar aquele glamour de HollyWood. Contrariando meu achismo a história verdadeira de Aileen era de fato ainda mais sombria do que eu havia assistido. No filme a diretora Patty Jenkins conhecida hoje por Mulher Maravilha de Gal Gadot, tentava mostrar as nuances entre o lado assassino e o lado amoroso, criando até mesmo uma empatia para quem estava assistindo, no entanto, após pesquisar um pouco mais a respeito e após assistir o documentário Aileen: Life and Death of a Serial Killer fica claro como tudo que ela fez foi de certa forma causado por outros eventos.

Antes de tocar na questão do documentário de fato, motivo aliás pelo qual eu decidi fazer esse post, quero ressaltar o óbvio. A interpretação de Charlize no longa de 2003, a sua caraterização e imersão no papel sem dúvida concedem a ela com louvor o título de uma das melhores atrizes do mercado cinematográfico. Charlize capturou trejeitos, olhares, demonstrou como a dedicação em seu trabalho é crucial para que uma história tão importante possa ser contada com louvor. Como curiosidade deixo abaixo uma foto comparando Charlize e Aileen.

Charlize - Aileen

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Filmes · Games · Resenha

Gantz:O | Opinião!

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Esse não é momento…  não deve valer a pena…  não vejo motivo suficiente pra isso… Deve ser mais do mesmo. 

Ao longo dos anos esses foram alguns dos meus pensamentos quando o nome Gantz passava pela minha frente. Nunca me interessei de verdade pra conhecer e ver porque esse anime era tão conhecido e de certa forma aclamado. Ocupei meu tempo com outras coisas, com outros filmes, com alguns jogos ou com outros animes, sejam eles bons ou ruins. Sabe aquele dia onde você senta no sofá liga a TV e coloca algo aleatório pra assistir? Foi com essa intenção e desinteresse que eu comecei a ver o filme Gantz: O. Pra mim, ele era apenas mais um daqueles inúmeros filmes da minha lista da Netflix que em algum dia seria visto, nada mais.

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Games · Nintendo · Resenha

Valeu a pena Desbloquear meu 3DS?

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Aviso: Tecnicamente o sistema descrito abaixo ainda pode ser feito, porém o acesso ao aplicativo Freeshop foi bloqueado pela Nintendo, dizem que existe uma forma de usar jogos incluindo os arquivos diretamente no SD, no entanto ainda não testei. 🤔

Se existe algo um tanto quanto nebuloso é o desbloqueio de consoles e portáteis. Isso sempre aconteceu, seja simplesmente para destravar bloqueios de região ou de fato usar jogos pirateados. Após o ápice da pirataria na era PS1 e PS2, esse meios ilegais foram ficando cada vez mais difíceis de serem executados, devido a mídias proprietárias ou a chegada dos patchs para consoles e PC.

Devo confessar que já fui um adepto durante anos e anos da pirataria, mas em algum lugar do passado percebi que tinha tantos jogos que isso inconscientemente me fazia descartar-los facilmente, não existia valor, não existia apreço pelo trabalho ali executado. Foi em um dia comum que decidi voltar a ter minha coleção de jogos originais, sim, antes de entrar no mundo pirata eu tive uma coleção considerável. Tive Mega Drive, Sega Saturn, Neo Geo, PS1, PS2, Nintendo 64, Game Cube, enfim, tive muitos consoles e muitos jogos originais, tive o orgulho de até mesmo ter tido edições especiais que acredito serem exclusivas para o Brasil, entre elas o cartucho dourado de The Legend of Zelda, que acompanhava um curto VHS com imagens do jogo, tive também edições de pré venda como aquelas vendidas na extinta Block Buster onde o jogo acompanhava uma camiseta do game e querendo ou não acabava chegando na sua casa antes mesmo da data de lançamento nacional.

Um dos meus presentes de aniversário foi um 3DS, aquele antigo, primeiro modelo na cor Aqua Blue. Desde o anuncio, até a chegada do portátil em minhas mãos eu já estava alucinado com o conceito que ele trazia. Como nem tudo são flores, é de se imaginar que não tive muitos jogos, aproveitei apenas alguns, principalmente aqueles que acabavam sendo mais baratos e vendidos pela e-shop. É complicado carregar um console de lançamento nos ombros e manter junto dele uma quantidade de jogos relevantes e de qualidade. É ainda mais maluco perceber que em 2018 o 3DS continua sendo caro e seus jogos também. Tudo bem, não é um portátil com fabricação ou lançamentos descontinuados, mas chega ser surreal a realidade apresentada em nosso território nacional.

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