Filmes · Resenha

Resenha: Aladdin |Aperfeiçoando uma obra de arte.

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Acredito seriamente que a comunicação visual dos estúdios Disney são inigualáveis. Existe algo em suas produções que projetam em nossas vidas algo único e verdadeiramente insuperável. Outros inúmeros estúdios sempre tentaram seguir esse caminho, alguns conseguiram e outros fracassaram vergonhosamente, mas nos projetos Disney algo surge de forma deferente, a mistura entre Magia, Fantasia, Trilha Sonora e Nostalgia é algo realmente surpreendente. Ontem tive a oportunidade de assistir a nova inserção desse universo, por sua vez Aladdin consegue mostrar que continua em forma e ao mesmo tempo bem diferente.

Sempre que um projeto desse calibre é anunciado o sentimento de empolgação surge ferozmente, mas ao mesmo tempo uma barreira se cria naturalmente, possui em sua propriedade a função de refutar o que vem a seguir, é um sentimento instintivo que tenta defender suas lembranças, sua infância e toda a magia que já havia te contagiado no passado.

Quando o primeiro trailer de Aladdin surgiu na internet devo dizer que torci muito o nariz, por mais incrível que possa parecer não era o Gênio de Will Smith que me incomodava, mas sim o próprio Príncipe Ladrão e sua amada Jasmine. Não sei dizer ao certo, mas os atores não passaram pra mim naquele momento a verdadeira sincronia e essência do desenho, mas o que eu poderia fazer, o jeito era esperar e conferir. O segundo trailer veio e minha mente foi se acostumando, mas o pé continuava atrás, principalmente quando eu olhava quem havia sido escolhido para ser o temível Jafar.

Logo antes de chegar a oportunidade de ver o filme vi um post em um site mostrando que a Disney havia liberado a trilha sonora brasileira no Spotfy, devo dizer que esse foi um xeque-mate, pois quando comecei ouvir as músicas lembrei de como esse filme foi maravilhoso no passado e como a dublagem Brasileira marcou uma geração com suas vozes e musicais.

Devo ressaltar que o filme é de fato estonteante, em muitos momentos ele acaba sendo uma cópia exata do desenho, mas isso não é nem um pouco ruim, muito pelo contrário, sua mente vai aos poucos resgatando tudo que já é conhecido, cada segundo, cada minuto se tornam ligações mentais à sua infância, principalmente se a sua visita ao desenho se faz distante. Você literalmente se sente criança novamente.

Algo que surpreende nessa adaptação em Live-Action são suas cores. Esse é um filme que não se esconde, são tantos detalhes e tantas cores que realmente fazem jus a obra original. Não são apenas as roupas, as jóias e cenários que possuem riquezas, todos os personagens, desde o pequeno Abu até o majestoso Rajah são replicados de uma forma fidedigna e aprimorados de maneira primorosa. Minha mente literalmente explodiu quando vi adaptação feita para a caverna dos tesouros, apesar de continuar fiel às minhas memórias ela parece real, não destoa em nenhum momento desse novo estilo abordado. Dentro dela dois pontos fortes surgem para criar uma base ainda mais competente para o longa. O tapete mágico que continua extraordinário em seu visual e em sua personalidade, e também o Gênio que conseguiu ser único e familiar, Will Smith conseguiu calçar perfeitamente os sapatos de Robin Williams, respeitou o projeto inicial e expandiu com muito bom gosto as ações do azulão. Vi que algumas pessoas reclamaram demais do casal criado entre o Gênio e a assistente da princesa, Dalia. Sinceramente para mim esse acabou sendo um dos pontos fortes do filme, a atriz é divertida, simpática e na dublagem Brasileira acaba sendo um dos personagens mais irreverentes desse longa, a risada é realmente garantida.

Bom, acho que ficou evidente que eu adorei esse filme, qualquer preconceito que minha mente possuía foram enterrados pelas areias do deserto. Adorei a dublagem, adorei as músicas, adorei a princesa e o príncipe, adorei demais os personagens animados e acima de tudo, adorei revisitar Agrabah. Esse é sem dúvida um filme que vou comprar e guardar com carinho quando sua versão e Blu-ray for lançada. Após as duas horas de duração a única coisa que exalava de mim era agradecimento, seja por me sentir criança novamente ou por ter me divertido demais. Resta agora preparar o coração para O Rei Leão, tenho certeza que não irei me arrepender.

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É fácil utilizar Cias no 3DS?

*Este é um post recuperado, infelizmente a plataforma WordPress atualizou os servidores com um rascunho inacabado, obrigado pela paciência e boa leitura.

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Atualmente um dos grandes posts do Clictec é a minha opinião sobre a destrava do 3DS, naquele post expliquei o motivo por optar pelo destravamento, os riscos e de certa forma um passo a passo. O tempo passou e como era de se esperar o acesso aos servidores da Nintendo foram bloqueados, no entanto ainda existe a possibilidade de destravar o portátil, seja pelo modo mostrado no post ou por tutoriais mais atualizados. A grande questão nesse momento seria encontrar uma alternativa para colocar os jogos no portátil e é aí que as Cias entram em jogo.

Antes de qualquer procedimento quero deixar claro que Cias nada mais são do que o formato reconhecido pelo 3DS para executar arquivos de imagem, esses arquivos por sua vez nada mais são do que uma cópia do jogo original disponível para download pela internet. Apesar de óbvio vou deixar claro que meu intuito aqui não é espalhar pirataria, apenas estou mostrando o passo – a – passo de um procedimento realizado em meu aparelho, como dito no post anterior, essa foi desde o início uma tentativa de resgatar um aparelho que estava abandonado na prateleira.

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Filmes · Resenha

Um reencontro inesquecível.

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Parece bobeira, mas definitivamente existe um certo ponto em nossas vidas onde automaticamente tudo muda, não sei dizer se isso acontece de fato na transição da adolescência para a vida adulta, mas existe um momento específico onde a palavra nostalgia ganha mais significado e onde a palavra passado realmente define algo muito distante. Olhar para alguns momentos e ver que 10…15 ou 20 anos te separa daquela sensação é algo um tanto quanto assustador.

Quando vi o trailer de Christopher Robin me emocionei, não apenas por ver personagens conhecidos mas pelo o que vinha acompanhado daquela situação. Me lembrei da antiga locadora do bairro, me lembrei das pessoas que costuma ver naquele comércio, me lembrei da sensação de ter uma fita VHS nas mãos, me lembrei da época onde meus pais eram casados, me lembrei da surpresa ao chegar em casa e ver que alguém alugou um filme novo, enfim, me lembrei de muitas coisas e muitos sentimentos que em segundos fizeram meu cérebro voltar ao passado com um clima acolhedor, não era apenas um desenho, era a minha vida, a minha infância. Mas em seguida, infelizmente, o objetivo desse solavanco de emoções era enfatizar que aquilo tudo não existe mais, sejam objetos, pessoas ou lugares, nada é ou está como antes.

Ver Pooh e todos os integrantes daquele grupo de volta é algo espetacular, o tom realista ali aplicado junto a ótima idéia de mostrar os personagens em materiais envelhecidos foram o ponto chave pra realmente colocar meu coração na mão e as lágrimas em evidência. Mais uma vez concedeu ao meu coração uma mistura de alegria e pesar. Estava feliz por ver e ouvir antigos amigos em uma aventura inédita, mas ao mesmo tempo triste por perceber como o tempo havia passado. Após assistir o filme de forma completa vejo como ele beira muito mais para um drama de que uma aventura de fato. O longa em live action de Christopher Robin aborda momentos e decisões difíceis, mostra o reflexo de uma vida adulta e de suas batalhas, mostra que as rugas de nossa face não contém apenas a presença do tempo, mas sim algo que apesar de único é experimentado por todos a todo momento, nossa vivência perante o mundo e seus obstáculos. Confesso que em certos pontos a ansiedade e uma breve auto-análise tomou conta daquilo tudo e isso não foi muito legal. É difícil perceber o desenrolar do passado e não conseguir alterar nenhum segundo dele, é ainda mais complicado olhar para o futuro e caminhar sem ter certeza se as decisões desse momento serão os acertos ou arrependimentos do amanhã.

Nesse capítulo Christopher está passando por um dilema, já adulto se vê em uma posição onde deve salvar os negócios da empresa mantendo o compromisso com seus funcionários e ao mesmo tempo arranjar espaço para a família. Se tudo for levado de forma nua e crua, é mais do que claro que a família está em primeiro lugar, mas logo em seguida vem a contraparte, o que será da estabilidade da família se não houver mais emprego? É entre a cruz e a espada que o filme tenta resgatar o verdadeiro eu, é neste precioso momento que os velhos companheiros aparecem para ajudar da forma mais atrapalhada possível. A base desse roteiro é boa para um filme de aventura mas não sei muito bem dizer se foi de propósito ou não, mas certas cenas do filme são criadas para realmente te deixar triste. É difícil manter a rigidez quando vemos os personagens aflitos e sozinhos onde antes havia alegria e felicidade. Em uma das cenas, Pooh vê que nenhum de seus companheiros está presente, literalmente ninguém está por perto, apesar de obviamente ser uma obra de ficção, ver aquele personagem sozinho procurando por alguém para entender o que aconteceu é realmente algo para cortar seu coração, rapidamente faz referência aos inúmeros momentos da vida onde você se vê sozinho e a única coisa que deseja é uma mão amiga estendida para acolher suas inseguranças.

Vi algumas pessoas criticando duramente o filme por não ser o que deveria ter sido e de fato ele não foi o que eu esperava, mas no fundo posso dizer que ele foi além. Pode não ter sido a intenção do longa, mas de surpresa colocou na mesa o questionamento de sobre quem você é de verdade, mostrou que uma boa parte dos sonhos foram e serão perdidos, mostrou que o peso das responsabilidades mundanas se faz cada vez mais evidente culminando exclusivamente na dura e cruel verdade sobre a rotina de uma vida adulta. Apesar de não ser quase nada do que eu esperava, Christopher Robin é um filme muito bom, se mostra como um verdadeiro mar de emoções, muitas vezes te jogando no mais profundo vazio para depois te dar um breve descanso ao tirar um sorriso de seu rosto através de uma piada ou diálogo bobo.

É realmente difícil lidar com inúmeros questionamentos que surgem entre a cruz e a espada, mas uma coisa ficou e deve ficar sempre clara, desistir dos seus princípios nunca foi ou será uma opção válida.

Filmes · Resenha

Aileen – Vítima de uma sociedade deturpada ou Serial Killer?

O nome Aileen Carol Pittman provavelmente é desconhecido para nós Brasileiros, talvez a maioria se lembre de seu rosto e por sua vez a incrível atuação executada por Charlize Theron no excelente filme Monster lançado em 2003.

Nesse período de transição entre o final dos anos 90 e os primeiros anos da era 2000 minha vida estava muito voltada para o cinema, eu tinha como padrão ir todas as semanas assistir um filme, seja ele do meu conhecimento ou não. Essas idas e vindas no cinema faziam parte de um passeio com a namorada ou até mesmo parte de uma saída programada devido separação de meus pais onde o fim de semana tinha como base o sistema Pai e Filho. Monster chegou nos nossos cinemas em 2004, assim como o nome e trailer mostravam, tínhamos aqui uma história crua e muito bizarra. Os eventos vividos por Aileen e por sua vez replicados no longa pareciam surreais demais, naquela época cheguei a desconfiar que algumas coisas haviam sido aumentadas para dar aquele glamour de HollyWood. Contrariando meu achismo a história verdadeira de Aileen era de fato ainda mais sombria do que eu havia assistido. No filme a diretora Patty Jenkins conhecida hoje por Mulher Maravilha de Gal Gadot, tentava mostrar as nuances entre o lado assassino e o lado amoroso, criando até mesmo uma empatia para quem estava assistindo, no entanto, após pesquisar um pouco mais a respeito e após assistir o documentário Aileen: Life and Death of a Serial Killer fica claro como tudo que ela fez foi de certa forma causado por outros eventos.

Antes de tocar na questão do documentário de fato, motivo aliás pelo qual eu decidi fazer esse post, quero ressaltar o óbvio. A interpretação de Charlize no longa de 2003, a sua caraterização e imersão no papel sem dúvida concedem a ela com louvor o título de uma das melhores atrizes do mercado cinematográfico. Charlize capturou trejeitos, olhares, demonstrou como a dedicação em seu trabalho é crucial para que uma história tão importante possa ser contada com louvor. Como curiosidade deixo abaixo uma foto comparando Charlize e Aileen.

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Gantz:O | Opinião!

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Esse não é momento…  não deve valer a pena…  não vejo motivo suficiente pra isso… Deve ser mais do mesmo. 

Ao longo dos anos esses foram alguns dos meus pensamentos quando o nome Gantz passava pela minha frente. Nunca me interessei de verdade pra conhecer e ver porque esse anime era tão conhecido e de certa forma aclamado. Ocupei meu tempo com outras coisas, com outros filmes, com alguns jogos ou com outros animes, sejam eles bons ou ruins. Sabe aquele dia onde você senta no sofá liga a TV e coloca algo aleatório pra assistir? Foi com essa intenção e desinteresse que eu comecei a ver o filme Gantz: O. Pra mim, ele era apenas mais um daqueles inúmeros filmes da minha lista da Netflix que em algum dia seria visto, nada mais.

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Valeu a pena desbloquear meu 3DS?

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Aviso: Tecnicamente o sistema descrito abaixo ainda pode ser feito, porém o acesso ao aplicativo Freeshop foi bloqueado pela Nintendo, veja o mais novo post do Clictec para saber como foi meu processo utilizando os arquivos .Cia 

Se existe algo um tanto quanto nebuloso é o desbloqueio de consoles e portáteis. Isso sempre aconteceu, seja simplesmente para destravar bloqueios de região ou de fato usar jogos pirateados. Após o ápice da pirataria na era PS1 e PS2, esse meios ilegais foram ficando cada vez mais difíceis de serem executados, devido a mídias proprietárias ou a chegada dos patchs para consoles e PC.

Devo confessar que já fui um adepto durante anos e anos da pirataria, mas em algum lugar do passado percebi que tinha tantos jogos que isso inconscientemente me fazia descartar-los facilmente, não existia valor, não existia apreço pelo trabalho ali executado. Foi em um dia comum que decidi voltar a ter minha coleção de jogos originais, sim, antes de entrar no mundo pirata eu tive uma coleção considerável. Tive Mega Drive, Sega Saturn, Neo Geo, PS1, PS2, Nintendo 64, Game Cube, enfim, tive muitos consoles e muitos jogos originais, tive o orgulho de até mesmo ter tido edições especiais que acredito serem exclusivas para o Brasil, entre elas o cartucho dourado de The Legend of Zelda, que acompanhava um curto VHS com imagens do jogo, tive também edições de pré venda como aquelas vendidas na extinta Block Buster onde o jogo acompanhava uma camiseta do game e querendo ou não acabava chegando na sua casa antes mesmo da data de lançamento nacional.

Um dos meus presentes de aniversário foi um 3DS, aquele antigo, primeiro modelo na cor Aqua Blue. Desde o anuncio, até a chegada do portátil em minhas mãos eu já estava alucinado com o conceito que ele trazia. Como nem tudo são flores, é de se imaginar que não tive muitos jogos, aproveitei apenas alguns, principalmente aqueles que acabavam sendo mais baratos e vendidos pela e-shop. É complicado carregar um console de lançamento nos ombros e manter junto dele uma quantidade de jogos relevantes e de qualidade. É ainda mais maluco perceber que em 2018 o 3DS continua sendo caro e seus jogos também. Tudo bem, não é um portátil com fabricação ou lançamentos descontinuados, mas chega ser surreal a realidade apresentada em nosso território nacional.

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