Gameplay · Games · Nintendo · PS4 · Resenha · Xbox one

Uma nova geração, um novo cenário e muita diversão.

Antes de começar um novo post queria deixar aqui um agradecimento à todos que em algum momento visitaram o Clictec. Nos últimos meses o número de visitas dobrou e os comentários surgiram de forma mais aguda pra me dar aquela sensação de trabalho bem feito. Como dito lá no primeiro post dessa nova fase do Clictec, o blog é uma válvula de escape, não ganho nada com ele, apenas a felicidade de ver posts no ar e algumas pessoas comentando. =)

Nintendo Switch
Tatuagem Triforce – Um sonho realizado em 2018.

Bom, voltando ao foco, vamos falar desse novo ciclo na minha vida gamer.

Por muito tempo percebi que alguns anos de minha vida possuem destaque devido à momentos marcantes, 2019 veio com algumas dificuldades e algumas mudanças, mas conseguiu seu lugar ao sol de forma primorosa. O mês de Julho trouxe até mim a chave para abrir a porta de uma nova geração, o agradecimento por tal oportunidade vai diretamente para minha cunhada (Érica) e esposa (Flávia), vocês são sensacionais.

De uma forma geral, a maioria das pessoas aplicam certos costumes em datas comemorativas. Seja Natal, Ano Novo ou em  seu próprio Aniversário, certas ações sempre surgem de uma maneira específica, se refletem em um tipo de roupa, uma cor, uma comida, um lugar, enfim, cada pessoa repete seus atos em busca de manter o tradicional e conquistar um novo sorriso naquele momento. O meu caso, apesar de ser bem parecido com a maioria, sempre foi um pouco diferente. Nunca fiz planos extravagantes nas datas citadas acima, pelo contrário, participava desses momentos como se fossem dias comuns, abordava eles com um diferencial voltado para o companheirismo e empatia com as pessoas ao meu redor, mas nunca olhei aquilo como algo surreal.  Por outro lado, existe um momento, ou melhor, um período na minha vida que se mostra bem diferente. Por  inúmeras vezes disse a mim mesmo que tenho apenas uma tradição, apesar do curto nome ela sempre me trouxe um rumo intenso, caro e de criatividade imensurável, minha mania, minha tradição, minha cultura se resume em duas letras, E3.

Hoje tenho 33 anos, mas em minha casa a tecnologia sempre foi implementada rapidamente. Assim aconteceu com os aparelhos de som. (vitrola, Toca Fitas, DiskMan e Aparelhos de CDs/MP3). Aparelhos para reprodução de vídeos (VHS, DVDs e Bluray). Por fim, a inserção ao mundo tecnológico também veio através dos computadores. Ao longo dos anos tivemos vários, dos mais simples aos mais completos para à época. Nunca tive um PCGamer de fato, sempre fui aquele moleque dos consoles, no entanto lembro do primeiro jogo que joguei no PC, Space Invaders.

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Imagem do Google. Seria muita maluquice da minha parte ter guardado um disquete por mais de 20 anos. =)

Na época o negócio era tão precário que seu boot era dado com um Disquete de 5 1/4 de polegadas.

Lembro também das horas e horas jogando Age of Empire II, SimCopter, Carmageddon e os primeiros jogos da série Need For Speed. Bom, onde eu quero chegar com isso tudo afinal. Assim como já comentado em um post anterior, nos anos 90 e 2000 minha coleção de consoles e jogos era de fato enorme, tinha praticamente todos os consoles da época, se excluindo dessa lista apenas os já clássicos Atari e MasterSystem.

Posso estar errado sobre a data, mas em 1996 chegou até mim meu Nintendo 64. Teve em minha vida uma representação arrebatadora com jogos como The Legend of Zelda: Ocarina of Time e Majora´s Mask, são jogos que literalmente marcaram minha vida e como é mostrado na primeira imagem desse post, hoje em dia fazem parte da minha pele. Isso sem tocar nos outros clássicos imediatos como Star Fox, San Francisco Rush e Smash Bros.

Foi nessa época que tive o primeiro conhecimento da E3, não sei a origem exata, mas acredito que soube do evento através das antigas revistas de games vendidas nas bancas de nosso país. Desde a primeira conferência que assisti, a decisão de tornar aquilo em um hábito foi imediato e involuntário, a E3 se tornou o meu evento, o meu momento, a tradição que eu nunca tive e que iria me acompanhar por mais de uma década. A E3 sempre foi o ponto inicial de todas as gerações, é ali que conhecemos as novidades de Software e Hardware, é ali onde os rumores são desmentidos e viram realidade, é ali que nosso futuro é impulsionado, algo que nos últimos anos me fizeram comprar um Xbox One, PS4 e agora ter um Nintendo Switch. SIM! A essa altura é mais que evidente, meu Nintendo Switch chegou e como o título desse post mostra, um novo cenário e muita diversão se coloca em minha frente mais uma vez.

Uma Abordagem Diferenciada.

Durante várias gerações eu segui o caminho padrão, talvez não seja o mesmo de todas as pessoas mas é de fato o mais aplicado. Assim que compramos um novo console, junto escolhemos um ou dois jogos, essa tática funciona muito bem quando os títulos escolhidos na compra trazem horas e horas de gameplay, seja em um single player caprichado ou em um jogo multiplayer de peso, dessa forma você se diverte e ganha um tempo pra pagar suas dividas sem ter que gastar mais em novos jogos. Um exemplo disso foi a compra do meu Game Cube em 2002, junto com o console comprei um controle, Luigi´s Mansion para garantir uma experiência FirstParty (um jogo maravilhoso mas muito curto aliás) e Smash Bros pra dar aquela arrebatada no multiplayer local.

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No Switch a minha abordagem foi diferente, antes mesmo de ter o console decidi comprar os jogos acima. Fui até sites de anúncios e diariamente pesquisava por títulos usados, consegui comprar The Coma: Recut, Cars, Lego: Undercover e Has Been Heroes, todos em mídia física e por um preço aceitável na época. Não passaram dos 100 reais com frete incluso. Não são jogos de peso como Zelda ou Mario, mas poderiam e iriam dar um gás imediato assim que o console chegasse. A idéia era aumentar ainda mais essa coleção de jogos físicos e também seus acessórios, mas por desvios positivos do tempo meu Nintendo Switch chegou antes do esperado. Minha idéia sempre foi comprá-lo em 2020, mas através de minha cunhada e esposa ele foi me dado como um presente após o mês de meu aniversário.

Promessa Feita, Objetivo Cumprido.

Todos sabem a premissa do Nintendo Switch, a sua modularidade é o seu forte e isso é inegável. Assim que recebi o console fiquei de fato orgulhoso do que tinha em minhas mãos, apesar de já saber disso, olhar para ele e ver que a barreira entre console de mesa e portátil não existe mais é extraordinário.

Muito se falou sobre a potência do aparelho, de sua resolução e das formas de utilizá-lo. Li no passado uma reportagem mostrando que o seu modo portátil é bem mais utilizado pelos jogadores do que quando conectado à TV, isso aliás é o que deve ter motivado a Nintendo lançar a nova versão do console sem a função de transmissão de imagem para a TV. Transformá-lo em um portátil perde completamente o vínculo com seu nome, mas por outro lado faz todo o sentido mediante ao mercado, sou prova disso, posso dizer que 90% do uso do meu Switch é em seu modo portátil, devo ter conectado e jogado pela TV umas cinco ou dez vezes, talvez menos.

Citando novamente a E3, me lembro vividamente de um post que vi no site OuterSpace. Durante o lançamento do Nintendo Wii, ainda conhecido como Revolution, um repórter havia questionado Shigeru Miyamoto sobre as suas intenções para o futuro e as prováveis idéias que seriam implementadas pela Nintendo. Ele fez elogios a tecnologia aplicada no Wii mas frisou: “Nosso próximo passo será excluir a TV”. Dito e feito, apesar do fracassado WiiU, algumas idéias aplicadas ali foram melhoradas e chegamos onde estamos, um sucesso avassalador que nem mesmo quem trabalha no mercado de entretenimento entende direito, afinal… diziam que a Nintendo iria falir, não é mesmo!?

Pontos Negativos no Jardim de Flores…

Não quero usar esse post para falar de termos técnicos ou de especificações, todo mundo já conhece o console o suficiente pra ter em si próprio a vontade de comprá-lo ou não. No entanto algumas coisinhas realmente torcem meu nariz.

Você pode se surpreender com a minha opinião, mas diferente de muitas pessoas eu não acho que a bateria do Switch seja ruim, ela tem uma duração de 3 a 5 horas talvez, algo suficiente para minha rotina. O que realmente me deixa chateado com o console é algo muito mais simples de se resolver, sua experiência Online.

Não me entenda errado, agora com a inclusão dos jogos de Super Nintendo, acredito que a assinatura do Switch seja boa pelo preço que pagamos, eu aliás estou jogando Zelda: Link to the past e seu visual na telinha do aparelho chega a fazer carinho nos meus olhos. O que me irrita nas funções “Online” do aparelho são as decisões estranhas aplicadas à E-shop, e até o momento um jogo bem conhecido que me faz querer meu dinheiro de volta.

A E-shop possui seus prós e muitos contras. A parte mais formidável dela é que sempre, digo, sempre existem promoções de jogos. Isso é excelente para pessoas que valorizam seu dinheiro, existe uma gama de jogos para escolher à preços convidativos. Como você também deve ter imaginado, a parte ruim disso tudo também são as promoções.

Bom, deixa eu me explicar.  Em sua maioria os jogos disponíveis em promoções são de estúdios pequenos e em outros casos ports de jogos de celular. O problema é que recentemente foi descoberto o que rola por trás da e-shop e como funciona de fato o serviço de recomendação. Basicamente os estúdios pequenos lançam um jogo pelo preço completo, vamos usar como base cerca de 10 doláres. Logo em seguida colocam ele disponível na loja com descontos de 50% à 90%. Apesar de ser bom à primeira vista, faz com que várias pessoas se iludam e comprem aquele jogo que não é bom por um preço muito baixo ou pela metade do anunciado. Com o número de vendas crescendo o tal jogo vira algo recomendado na loja e é ai que vem o truque, o estúdio que de inicio já ganhou uma grana com a tal “promoção”, retira da loja o desconto que havia concedido e volta para o preço original. Uma pessoa que desconhece esse procedimento obscuro acaba comprando o jogo FullPrice e levando para casa uma bomba, simplesmente pela Nintendo ter colocado ele nos seus recomendados se baseando nos números de venda e de porcentagem de desconto. Isso pra mim é uma falha no sistema de recomendações da Nintendo e um pouco de má índole dos estúdios pequenos, por isso existem tantos jogos ruins em destaque. O negócio é tão absurdo que você sempre verá jogos com 40%, 50%, 60%, ou até mesmo 90% de desconto. Como consumidor seu dedo começa a coçar para comprar o jogo, o que realmente vale aqui é respirar e pesquisar na internet, afinal algo bom pode surgir daquilo ou algo ruim como aconteceu comigo.

Como acontece com qualquer entusiasta de primeira viagem, em uma dessas promoções decidi comprar alguns jogos, comprei No Thing que é um puta jogo simples que requer reflexos rápidos e muito timing nas ações, paguei cerca de 3 dólares e fiquei bem satisfeito. Comprei Cat Quest por 9 dólares, um jogo que recomendo pois é viciante e traz um sorriso para o rosto, principalmente se você adora gatos.

*Não pesquisei a respeito, mas apesar se muito bom, Cat Quest deve ser um dos ports de celular que eu havia citado.

Comprei Layers Of Fear por uns 7 dólares eu acho, joguei pouco, parece ter um estilo mais lento, vi pessoas amando e odiando mas não me arrependi até esse momento. Comprei também um jogo de terror chamado Hollow que possui um visual interessante, mas que tentei jogar por algumas vezes e estou quase abandonando. Possui uma ambientação muito bonita, mas sua mecânica é desastrosa, vou comentar em outro post a respeito… (existe uma grande chance de ser um port de celular também).

Por fim gastei um pouco mais comprando Dragon Ball Fighter Z, um jogo que já estava querendo para o PS4 e que estava por 15 dólares.

É exatamente aqui de onde vem a segunda parte da minha tristeza. DragonBall é um jogo extremamente lindo, no modo portátil então causa inveja em quem estiver do lado, mas depois de jogar um pouco me surpreendi de uma forma tão negativa, mas tão negativa que chega a assustar. É algo que não acontecia comigo à muito tempo pra falar a verdade.

A luta dos personagens é fluída e legal de se ver, mas o nível de habilidades e  combinações de golpes é raso, não é como um Street Fighter da vida ou um Tekken que em certos momento exigem de você um conhecimento ou estratégia para o combate, beira a um jogo feito para pessoas casuais, se resume algo bonito que para conquistar sua vitória basta apertar botões freneticamente… Bom, mas vamos com calma, tem o modo história pra melhorar um pouco né!? Sim, ele esta ali mas é tão fraco quanto as batalhas, possui diálogos demais fazendo o tempo de uma luta até a outra ser extremamente tedioso, suas animações parecem ter sido comprimidas com pressa, os serrilhados aparecem de forma gritante e só vão embora quando a batalha em 2D começa. Isso deve ter ocorrido por algum processo de transferência de arquivos, provavelmente reutilizando os arquivos de uma plataforma com resolução maior (XBOX ou PS4), o fato é que não ficou bom.

Não sei vocês, mas apesar de tudo isso uma coisa que pode salvar um jogo de luta são as batalhas online, afinal qual melhor oportunidade para se divertir do que lutando com outras pessoas ao redor do mundo, bem… é que… aqui as batalhas não existem. Dragon Ball Fighter Z, possui um Hub com várias funções incluindo lutas online por ranking, lobby entre amigos e desconhecidos, lutas casuais, Survival, enfim, o problema é que nenhuma delas funciona. Em uma das minhas tentativas de jogar online, deixei meu Switch procurando por uma partida durante 15 minutos e nada, no tal Hub você até consegue ver outros jogadores online e andando pelo ambiente, mas o servidor não conseguiu me colocar e uma batalha sequer, isso pra mim é uma falha fatal, algo que destrói completamente um jogo desse gênero. O resultado dessa experiência desastrosa  você já deve ter imaginado, o game foi excluído pra dar espaço para outro.

Concluindo…

A minha experiência com esse novo console esta sendo muito boa, com certeza se mostrou algo único devido a sua duplicidade. Possui jogos ruins e jogos memoráveis, um exemplo disso é o recém lançado Ori and the Blind Forest, um jogo que era exclusivo do Xbox mas que agora conseguirá alcançar um novo público.

Sinceramente, espero que cada um de vocês consigam comprar o console da Nintendo e seus games em um futuro próximo, mas antes de tomarem qualquer ação, pesquisem, existe uma grande possibilidade de levarem uma rasteira durante o caminho, assim como eu levei comprando DragonBall FighterZ.

Mas não se enganem, minha felicidade continua, meu próximo game será Final Fantasy VIII, um clássico que joguei no PS1 e que precisa ser revisitado urgentemente.

Se você chegou até aqui, obrigado pela paciência e pela fidelidade ao blog. Até o próximo post! =D

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Filmes · Resenha

Resenha: Aladdin |Aperfeiçoando uma obra de arte.

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Acredito seriamente que a comunicação visual dos estúdios Disney são inigualáveis. Existe algo em suas produções que projetam em nossas vidas algo único e verdadeiramente insuperável. Outros inúmeros estúdios sempre tentaram seguir esse caminho, alguns conseguiram e outros fracassaram vergonhosamente, mas nos projetos Disney algo surge de forma deferente, a mistura entre Magia, Fantasia, Trilha Sonora e Nostalgia é algo realmente surpreendente. Ontem tive a oportunidade de assistir a nova inserção desse universo, por sua vez Aladdin consegue mostrar que continua em forma e ao mesmo tempo bem diferente.

Sempre que um projeto desse calibre é anunciado o sentimento de empolgação surge ferozmente, mas ao mesmo tempo uma barreira se cria naturalmente, possui em sua propriedade a função de refutar o que vem a seguir, é um sentimento instintivo que tenta defender suas lembranças, sua infância e toda a magia que já havia te contagiado no passado.

Quando o primeiro trailer de Aladdin surgiu na internet devo dizer que torci muito o nariz, por mais incrível que possa parecer não era o Gênio de Will Smith que me incomodava, mas sim o próprio Príncipe Ladrão e sua amada Jasmine. Não sei dizer ao certo, mas os atores não passaram pra mim naquele momento a verdadeira sincronia e essência do desenho, mas o que eu poderia fazer, o jeito era esperar e conferir. O segundo trailer veio e minha mente foi se acostumando, mas o pé continuava atrás, principalmente quando eu olhava quem havia sido escolhido para ser o temível Jafar.

Logo antes de chegar a oportunidade de ver o filme vi um post em um site mostrando que a Disney havia liberado a trilha sonora brasileira no Spotfy, devo dizer que esse foi um xeque-mate, pois quando comecei ouvir as músicas lembrei de como esse filme foi maravilhoso no passado e como a dublagem Brasileira marcou uma geração com suas vozes e musicais.

Devo ressaltar que o filme é de fato estonteante, em muitos momentos ele acaba sendo uma cópia exata do desenho, mas isso não é nem um pouco ruim, muito pelo contrário, sua mente vai aos poucos resgatando tudo que já é conhecido, cada segundo, cada minuto se tornam ligações mentais à sua infância, principalmente se a sua visita ao desenho se faz distante. Você literalmente se sente criança novamente.

Algo que surpreende nessa adaptação em Live-Action são suas cores. Esse é um filme que não se esconde, são tantos detalhes e tantas cores que realmente fazem jus a obra original. Não são apenas as roupas, as jóias e cenários que possuem riquezas, todos os personagens, desde o pequeno Abu até o majestoso Rajah são replicados de uma forma fidedigna e aprimorados de maneira primorosa. Minha mente literalmente explodiu quando vi adaptação feita para a caverna dos tesouros, apesar de continuar fiel às minhas memórias ela parece real, não destoa em nenhum momento desse novo estilo abordado. Dentro dela dois pontos fortes surgem para criar uma base ainda mais competente para o longa. O tapete mágico que continua extraordinário em seu visual e em sua personalidade, e também o Gênio que conseguiu ser único e familiar, Will Smith conseguiu calçar perfeitamente os sapatos de Robin Williams, respeitou o projeto inicial e expandiu com muito bom gosto as ações do azulão. Vi que algumas pessoas reclamaram demais do casal criado entre o Gênio e a assistente da princesa, Dalia. Sinceramente para mim esse acabou sendo um dos pontos fortes do filme, a atriz é divertida, simpática e na dublagem Brasileira acaba sendo um dos personagens mais irreverentes desse longa, a risada é realmente garantida.

Bom, acho que ficou evidente que eu adorei esse filme, qualquer preconceito que minha mente possuía foram enterrados pelas areias do deserto. Adorei a dublagem, adorei as músicas, adorei a princesa e o príncipe, adorei demais os personagens animados e acima de tudo, adorei revisitar Agrabah. Esse é sem dúvida um filme que vou comprar e guardar com carinho quando sua versão e Blu-ray for lançada. Após as duas horas de duração a única coisa que exalava de mim era agradecimento, seja por me sentir criança novamente ou por ter me divertido demais. Resta agora preparar o coração para O Rei Leão, tenho certeza que não irei me arrepender.

Gameplay · Games · Nintendo · Resenha

É fácil utilizar Cias no 3DS?

*Este é um post recuperado, infelizmente a plataforma WordPress atualizou os servidores com um rascunho inacabado, obrigado pela paciência e boa leitura.

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Atualmente um dos grandes posts do Clictec é a minha opinião sobre a destrava do 3DS, naquele post expliquei o motivo por optar pelo destravamento, os riscos e de certa forma um passo a passo. O tempo passou e como era de se esperar o acesso aos servidores da Nintendo foram bloqueados, no entanto ainda existe a possibilidade de destravar o portátil, seja pelo modo mostrado no post ou por tutoriais mais atualizados. A grande questão nesse momento seria encontrar uma alternativa para colocar os jogos no portátil e é aí que as Cias entram em jogo.

Antes de qualquer procedimento quero deixar claro que Cias nada mais são do que o formato reconhecido pelo 3DS para executar arquivos de imagem, esses arquivos por sua vez nada mais são do que uma cópia do jogo original disponível para download pela internet. Apesar de óbvio vou deixar claro que meu intuito aqui não é espalhar pirataria, apenas estou mostrando o passo – a – passo de um procedimento realizado em meu aparelho, como dito no post anterior, essa foi desde o início uma tentativa de resgatar um aparelho que estava abandonado na prateleira.

Continue a ler “É fácil utilizar Cias no 3DS?”

Filmes · Resenha

Um reencontro inesquecível.

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Parece bobeira, mas definitivamente existe um certo ponto em nossas vidas onde automaticamente tudo muda, não sei dizer se isso acontece de fato na transição da adolescência para a vida adulta, mas existe um momento específico onde a palavra nostalgia ganha mais significado e onde a palavra passado realmente define algo muito distante. Olhar para alguns momentos e ver que 10…15 ou 20 anos te separa daquela sensação é algo um tanto quanto assustador.

Quando vi o trailer de Christopher Robin me emocionei, não apenas por ver personagens conhecidos mas pelo o que vinha acompanhado daquela situação. Me lembrei da antiga locadora do bairro, me lembrei das pessoas que costuma ver naquele comércio, me lembrei da sensação de ter uma fita VHS nas mãos, me lembrei da época onde meus pais eram casados, me lembrei da surpresa ao chegar em casa e ver que alguém alugou um filme novo, enfim, me lembrei de muitas coisas e muitos sentimentos que em segundos fizeram meu cérebro voltar ao passado com um clima acolhedor, não era apenas um desenho, era a minha vida, a minha infância. Mas em seguida, infelizmente, o objetivo desse solavanco de emoções era enfatizar que aquilo tudo não existe mais, sejam objetos, pessoas ou lugares, nada é ou está como antes.

Ver Pooh e todos os integrantes daquele grupo de volta é algo espetacular, o tom realista ali aplicado junto a ótima idéia de mostrar os personagens em materiais envelhecidos foram o ponto chave pra realmente colocar meu coração na mão e as lágrimas em evidência. Mais uma vez concedeu ao meu coração uma mistura de alegria e pesar. Estava feliz por ver e ouvir antigos amigos em uma aventura inédita, mas ao mesmo tempo triste por perceber como o tempo havia passado. Após assistir o filme de forma completa vejo como ele beira muito mais para um drama de que uma aventura de fato. O longa em live action de Christopher Robin aborda momentos e decisões difíceis, mostra o reflexo de uma vida adulta e de suas batalhas, mostra que as rugas de nossa face não contém apenas a presença do tempo, mas sim algo que apesar de único é experimentado por todos a todo momento, nossa vivência perante o mundo e seus obstáculos. Confesso que em certos pontos a ansiedade e uma breve auto-análise tomou conta daquilo tudo e isso não foi muito legal. É difícil perceber o desenrolar do passado e não conseguir alterar nenhum segundo dele, é ainda mais complicado olhar para o futuro e caminhar sem ter certeza se as decisões desse momento serão os acertos ou arrependimentos do amanhã.

Nesse capítulo Christopher está passando por um dilema, já adulto se vê em uma posição onde deve salvar os negócios da empresa mantendo o compromisso com seus funcionários e ao mesmo tempo arranjar espaço para a família. Se tudo for levado de forma nua e crua, é mais do que claro que a família está em primeiro lugar, mas logo em seguida vem a contraparte, o que será da estabilidade da família se não houver mais emprego? É entre a cruz e a espada que o filme tenta resgatar o verdadeiro eu, é neste precioso momento que os velhos companheiros aparecem para ajudar da forma mais atrapalhada possível. A base desse roteiro é boa para um filme de aventura mas não sei muito bem dizer se foi de propósito ou não, mas certas cenas do filme são criadas para realmente te deixar triste. É difícil manter a rigidez quando vemos os personagens aflitos e sozinhos onde antes havia alegria e felicidade. Em uma das cenas, Pooh vê que nenhum de seus companheiros está presente, literalmente ninguém está por perto, apesar de obviamente ser uma obra de ficção, ver aquele personagem sozinho procurando por alguém para entender o que aconteceu é realmente algo para cortar seu coração, rapidamente faz referência aos inúmeros momentos da vida onde você se vê sozinho e a única coisa que deseja é uma mão amiga estendida para acolher suas inseguranças.

Vi algumas pessoas criticando duramente o filme por não ser o que deveria ter sido e de fato ele não foi o que eu esperava, mas no fundo posso dizer que ele foi além. Pode não ter sido a intenção do longa, mas de surpresa colocou na mesa o questionamento de sobre quem você é de verdade, mostrou que uma boa parte dos sonhos foram e serão perdidos, mostrou que o peso das responsabilidades mundanas se faz cada vez mais evidente culminando exclusivamente na dura e cruel verdade sobre a rotina de uma vida adulta. Apesar de não ser quase nada do que eu esperava, Christopher Robin é um filme muito bom, se mostra como um verdadeiro mar de emoções, muitas vezes te jogando no mais profundo vazio para depois te dar um breve descanso ao tirar um sorriso de seu rosto através de uma piada ou diálogo bobo.

É realmente difícil lidar com inúmeros questionamentos que surgem entre a cruz e a espada, mas uma coisa ficou e deve ficar sempre clara, desistir dos seus princípios nunca foi ou será uma opção válida.

Filmes · Resenha

Aileen – Vítima de uma sociedade deturpada ou Serial Killer?

O nome Aileen Carol Pittman provavelmente é desconhecido para nós Brasileiros, talvez a maioria se lembre de seu rosto e por sua vez a incrível atuação executada por Charlize Theron no excelente filme Monster lançado em 2003.

Nesse período de transição entre o final dos anos 90 e os primeiros anos da era 2000 minha vida estava muito voltada para o cinema, eu tinha como padrão ir todas as semanas assistir um filme, seja ele do meu conhecimento ou não. Essas idas e vindas no cinema faziam parte de um passeio com a namorada ou até mesmo parte de uma saída programada devido separação de meus pais onde o fim de semana tinha como base o sistema Pai e Filho. Monster chegou nos nossos cinemas em 2004, assim como o nome e trailer mostravam, tínhamos aqui uma história crua e muito bizarra. Os eventos vividos por Aileen e por sua vez replicados no longa pareciam surreais demais, naquela época cheguei a desconfiar que algumas coisas haviam sido aumentadas para dar aquele glamour de HollyWood. Contrariando meu achismo a história verdadeira de Aileen era de fato ainda mais sombria do que eu havia assistido. No filme a diretora Patty Jenkins conhecida hoje por Mulher Maravilha de Gal Gadot, tentava mostrar as nuances entre o lado assassino e o lado amoroso, criando até mesmo uma empatia para quem estava assistindo, no entanto, após pesquisar um pouco mais a respeito e após assistir o documentário Aileen: Life and Death of a Serial Killer fica claro como tudo que ela fez foi de certa forma causado por outros eventos.

Antes de tocar na questão do documentário de fato, motivo aliás pelo qual eu decidi fazer esse post, quero ressaltar o óbvio. A interpretação de Charlize no longa de 2003, a sua caraterização e imersão no papel sem dúvida concedem a ela com louvor o título de uma das melhores atrizes do mercado cinematográfico. Charlize capturou trejeitos, olhares, demonstrou como a dedicação em seu trabalho é crucial para que uma história tão importante possa ser contada com louvor. Como curiosidade deixo abaixo uma foto comparando Charlize e Aileen.

Charlize - Aileen

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Filmes · Games · Resenha

Gantz:O | Opinião!

POSTER

Esse não é momento…  não deve valer a pena…  não vejo motivo suficiente pra isso… Deve ser mais do mesmo. 

Ao longo dos anos esses foram alguns dos meus pensamentos quando o nome Gantz passava pela minha frente. Nunca me interessei de verdade pra conhecer e ver porque esse anime era tão conhecido e de certa forma aclamado. Ocupei meu tempo com outras coisas, com outros filmes, com alguns jogos ou com outros animes, sejam eles bons ou ruins. Sabe aquele dia onde você senta no sofá liga a TV e coloca algo aleatório pra assistir? Foi com essa intenção e desinteresse que eu comecei a ver o filme Gantz: O. Pra mim, ele era apenas mais um daqueles inúmeros filmes da minha lista da Netflix que em algum dia seria visto, nada mais.

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